EMPILHÁVEIS V

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Exposição Empilháveis V

Sobre o Projeto

O Projeto Empilháveis surgiu como tema para formatar uma exposição que deveria participar de uma seleção de arte. Nos debates promovidos pelos artistas interessados em participar da seleção, identificou-se, primeiramente, a prática recorrente do empilhamento de materiais e objetos em seus próprios ateliês, e, em seguida, em seus próprios trabalhos de arte. Em conseqüência, expandiram-se os questionamentos e observações para nossos grupos sociais, nossos lares, para a cultura, a política e a economia. Isso levou um tema tão comum, mas com significados tão presentes e influenciadores, a se tornar o fio condutor de uma proposta, que se ampliou e foi tomando corpo de forma exitosa durante os cinco últimos anos. A ação de empilhamento figura entre nossas práticas culturais contemporâneas recorrentes, não apenas em ateliers de arte, mas igualmente em nossas atitudes cotidianas, definindo desde formas de organizar e acondicionar, como formas de morar, de comprar, de escolher, de pensar, e também de criar, produzir, construir e descartar coisas. Trouxemos esse tema para o campo específico das artes visuais onde artista expressa suas ideias e revela suas práticas.

Desse modo, o Projeto Empilháveis, desde a primeira exposição, vem identificando e integrando artistas que têm, entre seus trabalhos, obras que envolvem formas de empilhamento, nos quais são considerados, não o simples empilhar de objetos, mas em especial o processo e a proposta de construção plástica, bem como a relação do espaço artístico com o seu cotidiano. Discutindo tanto questões estéticas literais como subjetivas, que resolvem o aproveitamento espacial de seus ateliers e casas, gerando formas e estruturas que se projetam verticalmente pelo acúmulo, não somente de coisas, mas igualmente de conceitos, palavras, lembranças e idéias. As obras, então, manifestam-se como representação do conceito de sobreposição, enquanto atitude de dispor objetos uns sobre os outros, de acumular ou amontoar, pela diversidade de formas, técnicas, suportes, imagens, definindo processos inerentes ao universo autoral de cada artista.

Em outubro de 2009, dentro da programação da II Bienal B, foi lançada a primeira edição do Projeto Empilháveis, na qual 5 artistas apresentaram suas obras no Atelier de Arte Plano B. A essa primeira exposição, seguiu-se a Empilháveis II, realizada na Galeria Modernidade, em Novo Hamburgo, RS, com a participação de 10 artistas. Nesse mesmo ano, a exposição Empilháveis III aconteceu no espaço do Instituto de Arquitetos do Brasil/RS, com 20 participantes. A IV edição realizou-se na Gal. Augusto Meyer da Casa de Cultura Mario Quintana, em 2011, com 40 artistas. Em 2013, Empilháveis V, selecionada por edital da SMC/POA, será realizada na Gal de Arte do DMAE. Nessa sua última edição contará com a participação de 80 artistas, culminando com a conclusão desse exitoso Projeto, responsável por dinamizar o fazer artístico de vários artistas, pela diversidade de representações de empilhamentos. Caracterizando-se pela duplicação do número de artistas a cada nova edição, contemplou a continuidade da participação dos artistas que se fizeram presentes em cada uma das exposições anteriores.

Trabalhos EMPILHÁVEIS V

Colocar aqui as fotos como galeria

Tereza Mello

Empilháveis IV

Yara e Rodrigo DMart


YARA BAUNGARTEN E RODRIGO DMART, em “Duplas Pontas / Pontas Duplas” exibem o cotidiano do casal, através de fotografias e projeções de vídeo com imagens de fios e chumaços de cabelos. A partir de uma exposição onde os artistas realizaram uma performance, na qual Yara fez um corte completo no cabelo, barba e bigode de dMart, que cultivava há 10 anos. Com trilha sonora ambiental executada ao vivo pela banda The Dancing Demons, da qual dMart é o baterista, a ação culminou com o empilhamento dos “cachos” cortados, acumulados em caixas de acrílico. Nesses objetos, chamados de “A Soma de Nossa Cumplicidade”, estão contidos toda a história de uma ação artística, que mostrou a cumplicidade onde os parceiros desenvolvem ao longo do tempo, momentos de intimidade como um corte de cabelo, que transforma a identidade do parceiro.

YARA BAUNGARTEN E RODRIGO DMART Objetos: “A Soma de Nossa Cumplicidade”, 2010. Descrição: 03 caixas em acrílico com cabelos dentro, com dimensões de 30cm de altura, 10cm de largura e 10cm de profundidade, para serem afixadas na parede a 150 cm de altura do chão e 10 cm de distância entre as caixas.

 

YARA BAUNGARTEN (Porto Alegre-RS). É jornalista, artista visual e fotógrafa, especialista em Poéticas Visuais. Realizou exposição individual na Câmara Municipal de Porto Alegre em 2008 e participou de mostras coletivas na Fundação Ecarta, na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo e na Galeria dos Arcos da Usina do Gasômetro, além de participar do 18º Salão de Artes Visuais da Câmara. Em 2009, Yara Baungarten recebeu o Prêmio Artistas Gaúchos na categoria Fotografia e Cinema. É editora e produtora do Estação Cultura da TVErs e desenvolve projetos na Imagina Conteúdo Criativo, empresa de consultoria e produção cultural em arte e comunicação.  www.imaginaconteudo.wordpress.com  e www.flicker.com/photos/yara_baungarten

RODRIGO dMART (Porto Alegre-RS).  É escritor, músico e jornalista. Autor e roteirista da novela gráfica “Um Outro Pastoreio”, projeto em parceria com o ilustrador Indio San. Integrante do grupo de ‘afro-metal’ The Dancing Demons, trabalho de pesquisa com o batuque, rock e MPB. Editou e lançou o livro “Aprenda a Organizar um Show”, de Alê Barreto, projeto especial em comunicação e produção cultural. Editor da Televisão Educativa do Rio Grande do Sul (TVERS), onde trabalhou no programa Estação Cultura, vencedor dos prêmios Açorianos de Literatura e Artes Visuais e Joaquim Felizardo. Yara e Rodrigo desenvolveram, em 2010, a mostra multimídia “Duplas Pontas / Pontas Duplas”, apresentando performance, música, vídeo e fotografia no espaço Jabutipê.
www.imaginaconteudo.wordpress.com  e  www.twitter/rodrigodmart

 

Vinícius Vieira

Empilháveis IV

Empilháveis IV

“Ponto de Vista”

Ficha Técnica

“Ponto de Vista”

Escultura

Borracha

2011

Vinícius Vieira – Artista Plástico e Arquiteto. Desenvolve trabalhos tridimensionais em metais como bronze, aço e alumínio. Na constante busca de criar formas que remetam ao natural, se utiliza de linhas sinuosas, cortes e texturas que evidenciam a importância do material e o quanto ele influi na concepção. Normalmente o artista usa sucatas de metais em suas obras, o que implica na constante variação de tamanho e cores em seus trabalhos. Entretanto, claramente se identifica uma unidade formal entre as suas concepções, mesmo quando esses materiais diferentes são utilizados.

Silvia Goiordani

Empilháveis IV

Em “Corpo e Pedra 1” estabelece relações entre conjuntos de basaltos e uma série de livros de medicina fora de uso, explorando associações formais e o paradoxo entre a dimensão mineral e orgânica, quente e fria, pele e pedra. As inscrições naturais dos basaltos e as capas desgastadas dos livros fornecem à artista os elementos plásticos para falar sobre a ação do tempo sobre o corpo. Inicialmente foram utilizadas publicações resgatadas pela artista dos guardados da família. Os livros estavam petrificados em seu desuso, empilhados em um consultório, por seu conteúdo ser um saber ultrapassado. Depois a pesquisa foi ampliada para livros de medicina estocados por famílias de médicos e em bibliotecas. As pedras escolhidas foram extraídas na região de Paraí/RS e encontravam-se empilhadas em pedreiras.

 

Ficha Técnica

 “Corpo e Pedra 1”

Fotografia e madeira

190cm x 94cm x 16 cm

2010

Descrição: 07 ampliações fotográficas fixadas em estrutura de madeira tamanho 190 x 94 x 16 cm. A peça é encostada na parede, como uma estante de livros.

 

Silvia Giordani (Porto Alegre – RS, 1970). Especialista em Teoria Psicanalítica (1996), passou a dedicar-se às artes em 2000, quando iniciou seus estudos no Atelier Livre da Prefeitura, onde, desde 2007, participa do Grupo de Estudos Fotográficos com Niura Ribeiro. Atualmente tem pesquisado sobre o corpo e a identidade, e suas relações com o espaço público e privado. Recebeu o Prêmio Maria Conceição Menegassi no Salão de Arte do Atelier Livre em 2009. Principais exposições coletivas: Construções, 3ª Bienal B, Atelier Livre; 19º Salão de Artes Plásticas da Câmara Municipal de Porto Alegre (2010); Reflexos Contemporâneos: A Paisagem e o Objeto, Espaço Cultural Chico Lisboa; Salão do Atelier Livre da Prefeitura, Centro Municipal de Cultura (2009); Salão do Atelier Livre da Prefeitura, Centro Cultural Usina do Gasômetro (2007); Consolidação, MAC (2006); Quatro Olhares, Av. Cultural Clébio Sória da Câmara Municipal de Porto Alegre; Linha do Corpo, Espaço Ado Malagoli – Instituto de Artes da UFRGS (2003), todas em Porto Alegre – RS.

Rogério Livi

Empilháveis IV

Em “Bolhas”, o artista cria desenhos com bolhas de sabão. Estas imagens registram um evento especial em que pequenas bolhas se acumularam umas sobre as outras. As linhas pretas fortes são os interstícios entre elas, que formam um desenho no espaço. As superfícies das bolhas são muito tênues e aparecem iridescentes em alguns lugares.

Ficha Técnica

“Bolhas”

Fotografias

30,5cm x 46 cm

2010

 

Rogério Livi (Cachoeira do Sul – RS, 1945). Doutor em Física pela UFRGS, onde foi professor e pesquisador. No Atelier Livre desde 1998, teve formação principalmente em escultura, desenho e história da arte. Realizou as exposições individuais, em 2009: “Microvariações sobre um tema II”, na Pinacoteca Feevale, Novo Hamburgo, e “Pictóricas” fotografias, no Espaço Cultural Rotta Ely, Porto Alegre. Em 2008, “Microvariações sobre um tema”, desenhos,  no atelier Subterrânea, Porto Alegre, e em 2006, “Esculturas Cinéticas”, no Centro Municipal de Cultura, Porto Alegre. Recebeu os Prêmios: RBS Cultura 2009 Artista Revelação;  Açorianos de Artes Plásticas, Artista Revelação 2008; 1º Prêmio Fotografia, Salão da Marinha, Rio Grande, RS, 2007; Prêmio de Incentivo Maria Conceição Menegassi, Salão do Atelier Livre 2005.